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domingo, 19 de junho de 2011

Toco

Depois de quase 50 dias de tratamento contra a erliquiose, estou devolvendo Toco para os seus "donos". Meu coração na verdade queria que ela fosse realmente para um lar. Ela ficou dois meses em minha casa, e é com muita tristeza e grande preocupação que a devolvo para aquele lugar, por causa dos cuidados que não existem.

Infelizmente não posso fazer muita coisa, pois as crianças da "casa" (na verdade é um galpão) estão pedindo muito que a devolva e agora foi confirmado que Molly está com cinomose, apesar de Toco ser vacina e estar sendo medicada também não posso deixá-la mais aqui. Com a companhia da pimenta (Molly) ela ficou mais alegre, até a carinha de cachorro carente sumiu.

Vou continuar cuidando dela e pedindo a Deus para que a proteja.

sábado, 4 de junho de 2011

Niver Puff

Hoje um de nossos mascotes está completando nove anos. Vou contar um pouco de sua história!



Puff nasceu em uma família de nove irmãos, 2 morreram ao nascer. Era o menor de todos os filhotes e consequentemente o mais "feio". A pedido de minha irmã (dona da mãe dele) passei a cuidar dele, pois não conseguia mamar direito e ela achava que ele ia morrer.

Além de cuidar tinha a missão de achar alguém para adotá-lo, já que minha mãe não aceitava mais animais em casa.

Só que o amor foi a primeira vista, fiquei com ele uma semana e não conseguia imaginar minha vida sem aquele serzinho. Foi então que IMPLOREI a minha amiga Luciana para criá-lo, depois de mil acordos ela cedeu ao meu pedido. Com três dias na casa dela ele parou de andar, não levantava as patas traseiras.

Corremos para o veterinário com aquela criaturinha de um mês de vida que cabia em uma toalha de lanche de criança. Depois de um hemograma e muito choro, descobrimos que além das vermes (que eram muitas) ele estava com alguma doença que deixou o sangue como "Q-Suco" (possivelmente a doença do carrapato), a veterinária sugeriu uma transfusão de sangue, mas sem garantia de que ele iria viver. Autorizamos a transfusão, sofremos com todas as incertezas, mas graças a Deus tudo deu certo.

Hoje Puff é forte, saudável e alegre, é um AMOR de cão. São muitas histórias no decorrer desses nove anos, daria para escrever um livro.

Sei que nosso amor é incondicional e recíproco.

Parabéns Negão!!!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Decepção

Tivemos duas audiências esse mês para resolver o caso de Jade (a filhota repassada sem nossa autorização).

A primeira foi a audiência de conciliação, onde a adotante e o marido mentiram, gritaram e tentaram me humilhar, mas me mantive firme na minha posição. Como eles viram que não tinha saída pediram ,cheios de arrogância, que tivesse a audiência de instrução e julgamento.

Nessa audiência teríamos que comparecer com advogado, testemunhas e provas. Eu corri feito uma louca, quase que nem dormi para conseguir deixar tudo pronto. E lá estávamos eu, testemunhas, provas, advogada (cedida pela ONG Terra Verde Viva) e eles (sem advogado e com uma testemunha).

Quando ela começou a falar vi em seus olhos que vinha mentira braba no caminho, e não deu outra, a testemunha se apresentou como adotante da Jade, disse que a cadela estava morta há cinco meses (na audiência anterior ela tinha dito que não via a cadela há dois meses), que tinha sido em Itapetinga, que não deu tempo de levar ao veterinário e blá, blá, blá.... Foi tanta mentira que a criatura disse que o cadela era macho e não sabia direito as características (claro! ela nunca tinha visto o animal).

O juiz parecia que estava achando tudo aquilo um teatro, dispensou as provas e as minhas testemunhas. Saímos de lá com a certeza de que a justiça seria feita, mesmo porque, disseram que o juiz era bem flexível para a causa animal. Foi um mero engano, no dia seguinte quando liguei para Dra Ana Rita para saber quando sairia a sentença fui informada que o juiz tinha acreditado que a cadela estava morta, e que tinha dado causa encerrada. Fiquei tão arrasada que nem consegui trabalhar mais, tive a sensação de ter participado de um "teatro dos horrores" e a certeza de que a justiça de nosso país protege os errados.

Dra Ana Rita disse que entraria com um pedido para reverter à situação, mas eu recebi um balde de água gelada. A essa altura eles já devem estar rindo de nossa cara, achando que todo nosso trabalho foi em vão.

Sei que a cadela não foi adotada por aquela criatura que estava lá como testemunha, acredito também que ela esteja viva, sabe lá Deus com quem e onde.

Agora é só esperar que DEUS faça a sua justiça. Pode até não ser nessa vida, mas um dia ela será feita.


"O grande mal do mundo, causador de todo sofrimento, atende por este nome: IGNORÂNCIA" (Martin Luther King)